15/05/2019 às 18h18min - Atualizada em 15/05/2019 às 18h18min

Presidente do CSA anuncia venda do mando de campo do jogo contra o Fla: "Será em Brasília"

Rafael Tenório explica que não vai negociar mando contra clubes que lutam com o time alagoano para não cair. No segundo turno, outra venda deve ser confirmada

- Fonte: Globo Esporte
Rafael Tenório promete também dois reforços à torcida — Foto: Denison Roma/GloboEsporte.com
O CSA não vai jogar contra o Flamengo em Maceió. Na tarde de ontem, a diretoria do clube se reuniu e definiu a venda do mando de campo da partida marcada para o dia 12 de junho, pela nona rodada da Série A. Os valores do negócio giram entre R$ 1,2 milhão e R$ 1,5 milhão. 

Presidente do CSA, Rafael Tenório falou na coletiva que a proposta foi interessante para o clube e avisou até que vai usar os recursos para contratar mais dois reforços. Assim, o jogo contra o Flamengo vai ser disputado no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. 

- Para o bem do CSA, temos a necessidade de fazer a venda do jogo contra o Flamengo. Então, nós vamos fazer o jogo contra o Flamengo em Brasília, dia 12 de junho.  

 

 

Outras vendas?
 

Rafael lembrou que o CSA precisa de recursos e, pelo regulamento, pode vender ainda quatro mandos na Série A. Mas, de acordo com o dirigente, ele só deve negociar mais um, no segundo turno. O GloboEsporte.comapurou que esse jogo deve ser contra o Corinthians, dia 30 de outubro.


O dirigente destacou, no entanto, que não vai vender o mando contra times que lutam para não cair. Tenório citou nove clubes que ele considera ter o mesmo nível do CSA.

 

- Tudo nosso aqui é muito planejado, muito discutido. Nós sabemos os dez clubes que nós não temos condições de concorrer com eles diretamente. Nós não podemos pensar em um Flamengo, um Palmeiras, um Grêmio, um Inter, Cruzeiro, Atlético-MG... Nosso grupo qual é? É Avaí, é Fortaleza, é Ceará, é Bahia, é Chapecoense, é Vasco, Botafogo, Fluminense, Goiás.... Então, nós estamos nesse grupo aí. Então, de repente, por exemplo, eu não penso em fazer a venda de um jogo CSA e Vasco, por exemplo. Não vou, porque eu posso trazê-lo para cá e porque é meu concorrente direto para livrar da zona de rebaixamento. 

 

O presidente do CSA disse ainda que a receita dos jogos no Rei Pelé é pequena, pelo tamanho do investimento na Série A, e precisa fazer negócios para manter o equilíbrio financeiro. O estádio de Maceió comporta hoje 15 mil torcedores.

 

- Todo mundo vende o mando. O CSA não é diferente - defendeu-se.


Reclamação


Nos últimos dias, boa parte da torcida do CSA se manifestou nas redes sociais, reclamando da venda de mando, mas a direção preferiu dar continuidade à negociação.


Presidente do Conselho Deliberativo do CSA, Raimundo Tavares, opinou sobre a venda e defendeu a escolha da diretoria.

 

- Esses recursos chegam num momento em que o clube precisa contratar duas peças, que o clube precisa concluir seu vestiário. Então, é uma cultura que, nós temos que reconhecer, o torcedor de Alagoas não está acostumado, mas que nós não seremos nem o primeiro nem o último a fazer isso. Nós queremos o melhor para o CSA. Não estamos fazendo absolutamente nada para prejudicar o clube. O que importa é você ter convicção daquilo que você está fazendo - comentou Tavares, que também faz parte do grupo que avaliou a negociação.


Nesta terça, a cúpula do clube se reuniu no CT do Mutange, fechou a questão e, só então, o anúncio foi feito oficialmente.


 
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