Por Repórter Mirim
Enquanto os olhos do mundo se voltam para as próximas eleições americanas, uma guerra silenciosa — mas barulhenta nas redes — se intensifica nos bastidores da nova direita mundial. De um lado, Donald Trump, o magnata populista e presidente que desafia a democracia com discursos inflamados e promessas de retorno triunfal. Do outro, Elon Musk, o bilionário da tecnologia que se diz “libertário”, mas atua como um novo censor digital à sua própria maneira.
Nos bastidores, Musk e Trump disputam mais do que curtidas e manchetes: brigam pelo comando ideológico da direita global.
Musk silencia Trump?
Desde que comprou o Twitter (rebatizado de X), Elon Musk tenta impor uma nova ordem digital. Ele prometeu devolver a liberdade de expressão à plataforma, mas fontes próximas revelam que Musk age para limitar o alcance de figuras que possam ameaçar seu protagonismo — e Trump estaria no topo da lista.
Apesar da conta de Trump ter sido restaurada, o alcance do ex-presidente caiu drasticamente. A tropa de Trump acusa Musk de “desacelerar” publicações com algoritmos ocultos e de sabotar a influência do republicano entre os jovens.
Trump reage com fúria
Trump, conhecido por seu ego inflamável, não deixou barato. Em aparições recentes, chamou Musk de “farsante”, “sem carisma” e “dependente de subsídios do governo”. Disse ainda que o bilionário “só está onde está graças ao dinheiro público” — uma crítica que ressoou fortemente entre setores da direita radical.
Disputa por 2028 (e além)
Com as eleições de 2028 já em pauta, a disputa entre os dois não é apenas pessoal — é estratégica. Musk quer ser o rei sem trono da direita digital, enquanto Trump ainda sonha em retomar a presidência dos EUA pela terceira vez. Ambos disputam a simpatia de figuras como Tucker Carlson, Joe Rogan e o movimento “Make America Great Again”.
Nos bastidores da política e do Vale do Silício, a pergunta já é feita:
Será que Elon Musk quer “cancelar” Trump para assumir o trono da direita global?
O que está em jogo
O que parecia apenas uma troca de farpas entre dois bilionários virou um cabo de guerra global. Com influência sobre redes sociais, inteligência artificial e opinião pública, Musk representa uma nova elite tecnocrata que quer reescrever as regras da política mundial — sem depender de votos. É sabido que o atual presidente quer uma brecha na legislação para disputar um terceiro mandato o que é proibido atualmente.
Já Trump, com sua base fiel e agressiva, representa o último suspiro do populismo tradicional, disposto a destruir qualquer um que ameace seu império político.
“É a guerra dos mimados. Só que esses mimados têm poder suficiente para redefinir o destino do planeta”, disse um estrategista ao Repórter Mirim, sob anonimato.