08/05/2022 às 11h36min - Atualizada em 08/05/2022 às 11h36min

Escorpiões: saiba como evitar proliferação e o que fazer em caso de acidente

Acidentes podem ocorrer em qualquer época do ano e cuidados simples podem evitar consequências mais graves

Apesar de serem mais frequentes em períodos chuvosos, os acidentes causados por animais peçonhentos, como escorpiões, podem acontecer durante todo o ano. Dessa forma, manter os cuidados e a prevenção contra sua proliferação nunca é demais. A Gerência de Doenças Transmitidas por Vetores e Animais Peçonhentos da Secretaria de Saúde de Maceió alerta para os cuidados que a população deve ter para evitar acidentes com esses aracnídeos.

De acordo com o biólogo e responsável técnico do Laboratório de Entomologia da Unidade de Vigilância em Zoonoses (UVZ) de Maceió, Carlos Fernando Rocha, os cuidados que devem ser adotados pela população se relacionam principalmente à limpeza.

“Os escorpiões gostam de ficar em lixo e entulhos. Pessoas que têm quintais e jardins devem mantê-los limpos. Caso nesses locais tenham telhas e tijolos armazenados, é possível fazer um remanejamento, que é tirar esse material do lugar a cada dois meses. Tirar esse material da posição inicial dificulta o desenvolvimento de ninhadas pelos escorpiões, pois não há tempo para que eles se reproduzam”, explica.

 
Carlos Fernando Rocha, biólogo e responsável técnico pelo Laboratório de Entomologia da UVZ. Foto: Polyanna Monteiro / Ascom SMS

Carlos Fernando Rocha, biólogo e responsável técnico pelo Laboratório de Entomologia da UVZ. Foto: Polyanna Monteiro / Ascom SMS

Carlos Fernando Rocha, biólogo e responsável técnico pelo Laboratório de Entomologia da UVZ. Foto: Polyanna Monteiro / Ascom SMS

Outra orientação importante dada pelo profissional é sobre os ambientes internos do domicílio. “Esses aracnídeos costumam entrar nas casas pelos ralos do banheiro, cozinha ou qualquer outro. Então o ideal é fechar esse ralo com tela ou colocar um ralo propício para evitar a passagem de escorpiões, que podem ser encontrados facilmente em lojas. Pedaços de emborrachado debaixo das portas também são uma boa alternativa para evitar a entrada deles”, completa o biólogo.

Acidentes com escorpiões em Maceió

De acordo com dados registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan Net) do Ministério da Saúde, em 2022, no primeiro trimestre, foram registrados 1.239 acidentes com escorpiões, sendo 367 em janeiro, 455 em fevereiro e 417 em março. No mesmo período de 2021, esse número foi de 1.367, com 407 acidentes em janeiro, 496 em fevereiro em 464 em março.

Atuação da Unidade de Vigilância em Zoonoses

A Gerência de Doenças Transmitidas por Vetores e Animais Peçonhentos de Maceió mantém uma equipe de combate a escorpiões na sede do II Distrito Sanitário, no Centro. As solicitações da população relacionadas à infestações podem ser encaminhadas através do contato 3312-5495 e a equipe realiza as ações de combate no local.

Durante os trabalhos, a população também é orientada que se puder recolher uma amostra do escorpião, auxilia a equipe da UVZ na identificação da espécie. “Nós temos dois escorpiões amarelos e são duas espécies muito parecidas, então é necessário que o especialista identifique, porque um tem o veneno mais ativo que o outro e é importante para o tratamento correto do paciente”, destaca Carlos Fernando Rocha, biólogo e técnico do Laboratório de Entomologia do Município.

O que fazer em caso de acidente?

Carlos Fernando Rocha explica como a população deve proceder nesses casos. “Algumas ações podem ser realizadas em caso de acidentes com escorpiões, como limpar o local com água e sabão, aplicar compressa morna no local e procurar orientação em um local próximo da ocorrência do acidente, um posto de saúde, Unidade de Pronto Atendimento, hospital de referência ou o Hospital Escola Hélvio Auto (HDT), que é quem fornece o soro antiescorpionídeo, para aqueles pacientes que necessitam”, explicou.

“Em caso de acidentes com pessoas adultas, geralmente não vai precisar do soro, por esse público ter o sistema imunológico já formado, no máximo vai sofrer de dor no local que passa 1 ou 2 dias sem deixar nenhuma sequela. Já se ocorrer com crianças menores de cinco anos e idosos maiores de 65 anos, é preciso ter um cuidado maior. Nesses casos, o HDT deve tomar as devidas providências e se o médico achar necessário, aplica-se o soro para combater o veneno”, finaliza o biólogo e técnico do Laboratório de Entomologia da UVZ.












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