20/06/2019 às 09h33min - Atualizada em 20/06/2019 às 09h33min

Após tragédia em 2010, AL ainda não tem Plano de Combate às Enchentes

Em sessão na ALE, deputado Davi Maia cobrou projeto; segundo ele, o que há hoje é sala de emergência, pluviômetro e Sistema de Alarmes

- Fonte: Gazetaweb
Alagoas não construiu barragens para conter força das enchentes do Rio Paraíba FOTO: ARQUIVO AGÊNCIA ALAGOAS

Depois de nove anos das enchentes que arrasaram Alagoas em 2010 e que mataram 27 pessoas, o Governo do Estado ainda não efetivou um Plano de Combate às Enchentes. A denúncia foi feita pelo deputado Davi Maia (DEM) na primeira sessão ordinária da semana. Da tribuna da casa, ele cobrou sua efetivação e projetos para barragens para conter a força do Rio Paraíba quando seu nível sobe.

"À época o Governo Federal liberou R$ 1,7 bilhões para construção e reconstrução das cidades, além de outros R$ 8,5 milhões para fazer o Projeto de Combate às Enchentes. O detalhe é que o Plano de Combate às Enchentes precisa do projeto para que se efetive", revelou Maia.

 

Em sessão especial realizada há pouco mais de uma semana na ALE, foi lembrada a tragédia que deixou outras 69 mil pessoas fora de suas casas, entre desalojados e desabrigados. Na oportunidade, o plano foi cobrado, assim como o projeto. Maia disse que o questionamento foi feito diretamente ao superintendente da Secretaria Estadual de Infraestrutura, Alexandre Barros.

"Cobramos dele os projetos porque as barragens até agora não saíram do papel e são fundamentais para conter a força da água, porque o que temos até agora é uma sala de alerta, pluviômetros nas cidades e sistemas de alarmes. Ou seja, vamos saber da chuva, avisar as pessoas, mas ver a destruição acontecer novamente", afirmou.

Sua maior preocupação é que, de acordo os estudos, a cada ciclo de dez anos as chuvas chegam com mais força, provocando a elevação do nível dos rios. Por isso, o deputado teme que, se nada for feito, no próximo ano estejamos todos mais uma vez tendo que lidar com os prejuízos causados pela força das águas.

"As barragens não foram feitas e nem em projeção. E isso é imprescindível, tanto que no vizinho estado de Pernambuco eles iniciaram esse trabalho. Mesmo que o Estado tenha que investir uns R$ 300 milhões, será para evitar pelo menos R$ 3,4 bilhões de prejuízos com impacto direto na economia. Só para lembrar, a Laginha, que foi afetada na época, nunca mais abriu as portas, provocando problemas econômicos na região", concluiu Maia.

Retorno

Na última quarta-feira, a equipe de reportagem buscou contato com o coordenador-Geral da Defesa Civil Estadual, tenente coronel Moisés Pereira, mas ele não atendeu às ligações. 


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