12/06/2019 às 17h45min - Atualizada em 12/06/2019 às 17h45min

Glenn Greenwald é um "hacker que praticou os mais graves ataques à atividade do Ministério Público, à vida privada e à segurança de seus integrantes”, segundo MPF

- Por: Jal Magalhães
Foto: Brendan Smialowski/ AFP
 


Um dos editores e cofundadores de The Intercept é o jornalista Glenn Greenwald, o mesmo que revelou ao mundo a espionagem do governo americano, que tratou o impeachment de Dilma Roussef como “golpe”, e que acusou o presidente Bolsonaro de estar envolvido na morte da ex-vereadora do Rio, Marielle Franco.

Desde então, suas denúncias têm provocado fortes reações em todos os países do mundo.

Os vazamentos ilegais sobre a força-tarefa da operação Lava Jato foi a “bomba” mais recente lançada por Greenwald, que apresenta uma suposta troca de mensagens entre o ministro da Justiça, Sérgio Moro, e o procurador Deltan Dallagnol, que trabalha na operação.

Segundo nota emitida pelo MPF, os membros da Lava Jato “foram vítimas de ação criminosa de um hacker que praticou os mais graves ataques à atividade do Ministério Público, à vida privada e à segurança de seus integrantes”.

Em nota, o The Intercept Brasil explica que publicou “(as) três reportagens explosivas mostrando discussões internas e atitudes altamente controversas, politizadas e legalmente duvidosas da força-tarefa da Lava Jato […]’’.

A nota de seu site fala ainda que “[…] a Lava Jato foi a saga investigativa que levou à prisão o ex-presidente Lula no último ano. Uma vez sentenciado por Sergio Moro, sua condenação foi rapidamente confirmada em segunda instância, o tornando inelegível no momento em que todas as pesquisas mostravam que Lula – que terminou o segundo mandato, em 2010, com 87% de aprovação – liderava a corrida eleitoral de 2018’’. 

Mais adiante, a nota consta que “as reportagens de hoje mostram, entre outros elementos, que os procuradores da Lava Jato falavam abertamente sobre seu desejo de impedir a vitória eleitoral do PT e tomaram atitudes para atingir esse objetivo; e que o juiz Sergio Moro colaborou de forma secreta e antiética com os procuradores da operação para ajudar a montar a acusação contra Lula.’’

Todo o discurso de Greenwald é direcionado à condenação de Lula e atribui a isso a sua derrota nas eleições de 2018, este que, à época, já estava com um índice de rejeição de 62% quando foi condenado – percentual citado pelo próprio jornalista em sua nota – o que já seria por si só o impedimento de uma possível vitória.

Greenwald é companheiro de um deputado do PSOL, David Miranda, partido da oposição ao governo Bolsonaro. Não é a primeira vez que ele lança acusações contra o governo.

O conteúdo revelado pelo seu jornal não compromete o ministro Moro, muito menos o presidente Bolsonaro.

 

“Derrubar um governo eleito democraticamente e que incomoda a velha política, a grande mídia e o establishment inteiro é o grande objetivo da vez. A vítima de hoje foi Moro.”, ressalta o colunista Carlos Junior do Jornal Renova Mídia.

 




*com informações do colunista Carlos Junior do Jornal Renova Mídia

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