10/06/2019 às 20h44min - Atualizada em 10/06/2019 às 20h44min

Celular de Deltan Dallagnol teria sido invadido em 10 de maio

De acordo com procuradores, houve tentativa de invasão a vários celulares nessa data e nesse dia o celular de Dallagnol teria sido clonado

- Fonte: R7
Celular de Deltan teria sido invadido em 10 de maio Fernando Frazão/Arquivo Agência Brasil
 

Dois procuradores que atuam em Brasília informaram ao R7 Planalto que foram vítimas de uma tentativa de invasão de seus celulares no dia 10 de maio. Na mesma data, segundo eles, o procurador Deltan Dallagnol teve o seu celular invadido e, possivelmente, clonado. 

No caso dos procuradores de Brasília, que atuaram em desdobramentos da Lava Jato, a TI do Ministério Público Federal descartou que o hacker tenha tido acesso a conversas e a dados sigilosos. Mas identificou que servidores dos gabinetes de procuradores também foram alvo das tentativas.

A invasão ocorreu por meio de envio de código para verificação do WhatsApp. Três coisas podem ter acontecido para dar acesso ao hacker aos dados do telefone: ou a vítima acessou o código ou atendeu a uma ligação de um número internacional, ou do próprio telefone. Ao fazer isso, o hacker teve acesso imediato ao telefone.
No dia 5 de junho, o ministro Sérgio Moro foi vítima de uma tentativa de invasão ao seu telefone
 

Procurada, a assessoria de imprensa da Lava Jato em Curitiba não nega e nem confirma a invasão de 10 de maio. 

A força-tarefa, no entanto, confirmou, por meio de nota, que "pelo menos desde abril os procuradores da força-tarefa vêm sendo atacados, portanto, muito antes das notícias de ataques veiculadas na última semana. Assim que identificadas as tentativas de ataques contra seus celulares, os procuradores da Lava Jato comunicaram a notícia do crime à Polícia Federal e à PGR (Procuradoria-Geral da República) no objetivo de obter uma ação coordenada na apuração dos fatos". 

Em 14 de maio, a PGR informou que: "determinou a instauração de um procedimento administrativo para acompanhar a apuração de tentativas de ataques cibernéticos a membros do Ministério Público Federal, sobretudo procuradores que integram a Força-Tarefa Lava Jato. No âmbito da PGR, foram ainda determinadas providências à Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação (Stic) no sentido de diagnosticar eventuais ataques e resolver o problema de forma definitiva. As investigações nos diversos âmbitos prosseguem". 

 


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