30/05/2019 às 00h07min - Atualizada em 30/05/2019 às 00h07min

Primeiros destroços da aeronave que caiu e matou o cantor Gabriel Diniz chegam ao Aeroclube de Sergipe

Os destroços do avião vão ficar no aeroclube, em Aracaju, distante 60 quilômetros do local da queda, onde a equipe Seripa vai dar continuidade à perícia. Aeroclube de Alagoas é dono do avião que caiu e enviou dois pilotos para acompanhar buscas.

- Fonte: G1 SE
Possível dano ambiental no local onde aeronave caiu e matou o cantor Gabriel Diniz será analisado — Foto: Marcos Rodrigues/ASN/Divulgação

No início da tarde desta quarta-feira (29) os primeiros destroços da aeronave que caiu e causou a morte do cantor Gabriel Diniz e de dois pilotos chegaram ao Aeroclube de Sergipe, em Aracaju, distante 60 quilômetros do local da queda. Os destroços do avião vão ficar no aeroclube, onde a equipe do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa) vai dar continuidade à perícia.


Durante a manhã desta quarta-feira, o que faltava a ser recolhido dos destroços do avião começou a ser colocado em um caminhão pela Polícia Federal em Sergipe. As últimas peças foram encontradas no meio do manguezal por moradores da região.


Segundo o Seripa, depois de juntar todas as peças, os técnicos vão reproduzir a cena do acidente para tentar entender o que aconteA polícia federal também está na investigação e já realizou uma seleção inicial das testemunhas que serão ouvidas, mas ainda não tem uma data definida de quando isso vai acontecer.



Primeiros destroços da aeronave que caiu e matou o cantor Gabriel Diniz chegam ao Aeroclube de Sergipe — Foto: Reprodução/TV Sergipe


A polícia federal também está na investigação e já realizou uma seleção inicial das testemunhas que serão ouvidas, mas ainda não tem uma data definida de quando isso vai acontecer.

Já o comando da Aeronáutica quer saber se o cantor Gabriel Giniz pagou ou não pelo voo, já que o monomotor não tinha autorização para fazer voos de transporte de passageiro, apenas para treinamento de pilotos.


O acidente foi na última segunda-feira (27) no Povoado Porto do Mato, município de Estância, Sul de Sergipe. O local, uma área de mangue, é de difícil acesso. As causas do acidente ainda não foram esclarecidas.


Durante toda a manhã, o trabalho foi acompanhado por dois pilotos contratados pelo Aeroclube de Alagoas. A aeronave que caiu pertencia ao aeroclube, e os pilotos que morreram eram diretores da instituição.


Mais cedo, a Polícia Federal informou que outras peças, que chegaram na noite de terça-feira em Aracaju, também serão levadas o Aeroclube de Sergipe, na Zona Norte da capital.
 

Material achado na terça-feira

 

Na terça-feira, os técnicos do Seripa e da Polícia Federal tinham concluído os trabalhos por volta das 21h. Pedaços da fuselagem e assentos da aeronave foram encontrados depois de cerca de quatro horas de buscas.

Destroços da aeronave recolhidos pela perícia na terça-feira (28) — Foto: PF/SE/Arquivo

 

Os destroços foram colocados em uma área isolada. Parte de uma asa que caiu a cerca de 400 metros de distância também foi trazida para a área de isolamento. Para ter acesso à área, os peritos e policiais tiveram ajuda de moradores do povoado. O motor, que é tido como parte importante da investigação, foi recuperado no início da noite. 

O acidente que matou Gabriel Diniz e os pilotos Linaldo Xavier e Abraão Farias ocorreu quando a aeronave passava entre a divisa dos estados de Sergipe e Alagoas, caindo no município de Estância.


Dano ambiental

Técnicos da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) realizaram nesta quarta-feira (29) um trabalho de perícia técnica para analisar se houve dano ambiental na área de mangue onde o avião caiu. Uma equipe composta por um biólogo, engenheiro químico, ambiental e outros técnicos interdisciplinares do órgão vão trabalhar até a sexta-feira (31) fazendo análises no bioma.

Segundo o diretor-presidente do órgão, Gilvan Dias, um relatório ambiental será feito para levantar possíveis danos, como o nível de contaminação da água e dos animais que fazem parte do bioma atingido por combustível depois do acidente.


 
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