16/03/2021 às 14h59min - Atualizada em 16/03/2021 às 14h59min

Mais de meio milhão de alagoanos deve ser 'cortado' da nova rodada do Auxílio Emergencial, aponta levantamento

Segunda etapa do programa deve alcançar 718.201 pessoas, o que equivale a 21,4% da população do Estado

Hebert Borges
Gazeta Web
Mais de meio milhão de alagoanos deve ser 'cortado' da nova rodada do Auxílio Emergencial, aponta levantamento
Mais de meio milhão de alagoanos que receberam o Auxílio Emergencial no ano passado deve ficar de fora da nova rodada do programa em 2021. Ao todo, devem ser cortados da folha de pagamento 513.713 beneficiários em Alagoas.
 

O cálculo foi feito pelo Movimento Rede Renda Básica Que Queremos, que é uma organização que reúne entidades, como sindicatos e ONGs. Para chegar a estes números, eles analisaram os dados do Governo Federal e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Ainda assim, a nova rodada do programa deve alcançar 718.201 pessoas em Alagoas, o que equivale a 21,4% da população do Estado. Ou seja, a cada cinco alagoanos, um deve receber, novamente, o Auxílio Emergencial.

Em todo o Brasil, a nova rodada do auxílio emergencial deve atender 39,8 milhões de pessoas. Isso significa 28,4 milhões a menos do que os 68,2 milhões ajudados no ano passado.

São Paulo é o Estado que deve ter o maior número de pessoas “cortadas” do Auxílio Emergencial, com 5,4 milhões de pessoas que deixarão de receber. Na sequência, aparecem Minas Gerais (2,7 milhões), Bahia (2,4 milhões) e Rio de Janeiro (2,3 milhões).

Em 2020, segundo dados da Caixa Econômica Federal (CEF), o Governo Federal gastou R$ 292,9 bilhões com as duas rodadas de auxílio emergencial (a primeira, de R$ 600, e a segunda, de R$ 300).

O Congresso Nacional promulgou a PEC Emergencial nessa segunda-feira (15). A emenda constitucional abre caminho para a edição de uma Medida Provisória (MP) que permite o pagamento do auxílio emergencial, destinando R$ 44 bilhões fora do teto de gastos.

Na última sexta-feira (12), o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse, durante entrevista a um portal de notícias, que, embora o Governo esteja trabalhando para retomar o pagamento do auxílio emergencial ainda em março, a primeira parcela da nova rodada deverá ficar para abril.

Guedes declarou que o benefício vai variar de R$ 150 a R$ 375. De acordo com o ministro, o Ministério da Cidadania está definindo a formatação do programa, para decidir em que casos o beneficiário receberá o menor e o maior valor.

Para Guedes, as contrapartidas fiscais exigidas na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial foram necessárias, porque o Governo não tinha condições de continuar a pagar um benefício de R$ 600.

“Um auxílio de R$ 600 não seria sustentável e ia virar inflação, o que prejudicaria os mais pobres. Com R$ 600 por mais dois anos, a inflação vai a 5%, 6%, 7%”, argumentou o ministro.


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