19/09/2019 às 16h37min - Atualizada em 19/09/2019 às 16h37min

Alta no preço dos combustíveis pode chegar hoje, diz entidade

UOL
Foto: Reprodução
O aumento no preço dos combustíveis, anunciado na noite de ontem pela Petrobras, pode chegar aos postos de gasolina hoje mesmo, segundo entidades do setor. A estatal subiu em 4,2% o preço médio do diesel nas refinarias e em 3,5% o da gasolina, após ataques a instalações de uma petroleira da Arábia Saudita levarem ao aumento do preço do petróleo no mercado internacional.

Como o mercado é livre, os preços já podem ser alterados na bomba, mas cada posto e distribuidora é livre para decidir quando fará o reajuste e em que medida.

"Todas as distribuidoras começaram a faturar no valor novo a partir da meia-noite de hoje. Então elas já repassam na hora", disse José Alberto Gouveia, presidente do Sincopetro-SP

"Não é possível saber exatamente quanto [vai subir] porque as distribuidoras são livres para repassar aos postos o mesmo aumento, um valor superior ou um inferior", disse José Alberto Gouveia, presidente do Sincopetro-SP (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo).

O mesmo vale para os postos de combustíveis. "Se um posto está com estoque zerado e recebe a partir de hoje, ou ele repassa ou tem prejuízo", afirmou Gouveia. Ele disse que será necessário esperar alguns dias para saber qual foi o efeito do aumento feito pela Petrobras para o bolso do motorista.

A associação de distribuidoras também ressaltou que o mercado de combustíveis é livre e que quem define o preço na bomba para o consumidor final são os postos revendedores.

Segundo a Plural (Associação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Lubrificantes, Logística e Conveniência), o preço final envolve outros fatores, além do valor de venda determinado pelas refinarias, como impostos, logística e remuneração de distribuidores e revendedores. "Vale destacar que duas dessas variáveis —custo do produto e tributos— são responsáveis por mais de 80% do preço final", afirmou em nota enviada ao UOL.

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