20/06/2019 às 10h01min - Atualizada em 20/06/2019 às 10h01min

Seris conhece instalações de cooperativa e avalia parceria com a Pindorama

Secretário e equipe estiveram em usina de açúcar e álcool e na indústria de alimentos, exemplos de empreendedorismo e desenvolvimento sustentável

- Fonte: Gazetaweb
Secretário Marcos Sérgio e equipe estiveram em unidades da Pindorama para conhecer trabalho desenvolvido pela cooperativa FOTO: ASCOM

O secretário de Ressocialização e Inclusão Social, coronel PM Marcos Sérgio de Freitas, na terça-feira (18), realizou uma visita técnica e conheceu as instalações da Cooperativa de Colonização Agropecuária e Industrial Pindorama, localizada na região Sul do estado. O objetivo foi estreitar laços com a maior cooperativa agroindustrial do Nordeste, que, já há seis décadas, gera emprego e renda a milhares de famílias alagoanas, fomentando o empreendedorismo e contribuindo com o desenvolvimento sustentável.

A comitiva de gestores da Seris foi recebida pelo presidente da Pindorama, Klécio José dos Santos. Na oportunidade, o empresário destacou a satisfação em liderar um grupo formado por mais de 1.100 cooperados que, acreditando na força do homem do campo, cultivam área de 32 mil hectares de terra contínua  entre os municípios de Coruripe, Penedo e Feliz Deserto, onde vivem cerca de 30 mil pessoas -, investindo permanentemente em infraestrutura e capacitação profissional.

Inaugurada em 2003, a usina de açúcar, por exemplo, é uma das mais modernas do país, produzindo nove mil sacas de açúcar por dia. Já na época de safra, a cooperativa emprega cerca de dois mil colonos, sendo considerado um dos mais bem sucedidos exemplos de reforma agrária do Brasil. E nenhum resíduo de matéria prima é desperdiçado. Com isso, além de reduzir o custo de produção, a cooperativa aumenta a oferta de produtos e a lucratividade do negócio, contribuindo, ainda, com a preservação do meio ambiente.

E os números não param por aí. Segundo o presidente Klécio Santos, em 2018, a Pindorama registrou um faturamento de R$ 220 milhões, fruto do pioneirismo que a levou à condição de cooperativa que mais vende produtos da agricultura familiar ao governo federal.

Hoje, já são mais de 60 itens produzidos pela Pindorama, como suco concentrado, manteiga e até óleo de coco para animais. Na indústria de alimentos, a cooperativa envaza seis mil garrafas por hora e 12 mil litros de leite de coco por dia. Some-se a isso o trabalho social desenvolvido pelo Núcleo Incubador de Empresas de Pindorama (Niep), que mantém a Associação de Confecções Nova Esperança, formada por grupo de costureiras da comunidade, além dos projetos Papelaço (que reúne artesãs que trabalham com retalhos e papel reciclado) e Pindorama Musical - por meio do qual estudantes da região aprendem a tocar vários instrumentos.

Para dar visibilidade a esse trabalho, a Pindorama criou o COOPSHOP, loja que comercializa o resultado do esforço das associações encubadas, cuja criatividade nasceu do idealismo de René Bertholet ainda em 1956, quando o franco suíço criou a cooperativa destinada a oferecer trabalho às famílias da região. Sua história, inclusive, está guardada em um memorial mantido pelos cooperados, servindo, inclusive, de inspiração às futuras gerações.

"É muito gratificante poder receber o secretário Marcos Sérgio e demais gestores da Seris para mostrarmos a força do cooperativismo, garantindo o futuro dos nossos jovens. Somente um dos nossos projetos reúne cinquenta adolescentes que, no horário avesso ao das aulas, aprendem a trabalhar numa horta orgânica e repartem o valor arrecadado com os alimentos, todos vendidos a preços justos, por igual. Ou seja, além de combater a ociosidade, também estimulamos o empreendedorismo desde cedo", analisou Klécio Santos.

O secretário de Ressocialização e Inclusão Social, por sua vez, parabenizou a gestão da Pindorama pelo nível de excelência organizacional, acrescentando que a Seris já avalia a possibilidade legal de efetuar compras pontuais junto à cooperativa. "Toda a gestão da Pindorama está de parabéns, inclusive, pelo importante trabalho social que vem desenvolvendo. Isso porque, ao tempo em que gera emprego e renda, reduz o êxodo rural e, consequentemente, o processo de favelização nas grandes cidades, reduzindo à quase zero o índice de violência na comunidade que a cerca", refletiu o coronel PM Marcos Sérgio de Freitas. 


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