03/01/2022 às 11h46min - Atualizada em 03/01/2022 às 11h46min

Secretário fala sobre o ano de 2021 na Educação de Maceió

Elder Maia respondeu perguntas sobre os desafios e conquistas neste primeiro ano da nova gestão municipal

Professor Elder Maia

O professor Elder Maia assumiu a Educação de Maceió já em janeiro, início da gestão do prefeito JHC. Dos corredores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) até a administração das escolas da rede municipal, o secretário fez um balanço deste primeiro ano e discutiu algumas das principais conquistas e desafios enfrentados em 2021.

Confira a entrevista

Qual foi o primeiro desafio enfrentado na Secretaria Municipal de Educação (Semed)?

Existia um grande distanciamento — e até hostilidade — com a gestão central da Secretaria. Então, de início, priorizamos o diálogo. Foram visitadas inúmeras unidades educacionais para criar um vínculo direto e respeitoso, uma premissa do prefeito JHC. Nosso objetivo era reduzir as assimetrias entre a Educação e o corpo dirigente das escolas da rede municipal. Acredito que, dessa forma, demos início a um novo relacionamento, marcado pela transparência, responsabilidade e celeridade nas questões que demandam esforços do poder público.

O primeiro ano da atual gestão trouxe um recorde de matrículas, mesmo em um momento tão complicado. Como foi esse trabalho?

Desde 2013, as matrículas na rede municipal estavam, de fato, em redução significativa. Em 2021, houve um aumento de quase 5 mil matrículas na rede. Eram 48.913 em 2020, e saltamos para 53.700, o que representa quase 10%, em apenas um ano.

Essa conquista só foi possível com uma nova abordagem de interação com as diretoras e vice-diretoras, um trabalho de busca ativa e inovações tecnológicas, como a realização de matrícula através do WhatsApp, por exemplo. Nosso levantamento aponta que, somente desta forma, foram mais de 6 mil matrículas feitas.

As rede sociais ganharam um espaço muito grande no cotidiano das pessoas. E facilitar o acesso à Educação — dentre outros serviços do Município — através de uma ferramenta que está "nas mãos do povo", tão inserida na sua realidade e de fácil uso, foi um grande diferencial.

Manter todos esses estudantes na sala de aula também deve ter sido desafiador. Como garantir que eles continuem frequentando às aulas?

A pedido do prefeito JHC, foi criado o Bolsa Escola Municipal (BEM) para assegurar a permanência do vínculo acadêmico estudantil dos mais de 54 mil estudantes da rede. Se trata de uma iniciativa que busca transferir renda para as famílias que mais precisam.

O programa foi um grande sucesso! Já pagamos seis parcelas a 42 mil famílias com estudantes matriculados na rede, o que representa um investimento de R$ 22 milhões ao longo do semestre.

Dessa forma, conseguimos garantir que os alunos ficassem na sala de aula e mais comida na mesa, especialmente em um momento de crise. Foi um programa muito eficaz e com ampla aprovação.
 

Mais alunos significa, também, mais demanda para a nossa rede. O que foi feito para ampliar a oferta acadêmica?

Foram nomeados 250 profissionais da Educação através do último concurso público, realizado em 2017. É um grande ganho para toda a rede, pois são profissionais que atenderão regularmente as crianças, jovens, adultos e idosos matriculados nas nossas escolas.

Também lançamos um Processo Seletivo Simplificado (PSS) para a contratação de mais 576 profissionais de diversas áreas, que cumprirão um papel imprescindível no processo de ensino-aprendizagem dos maceioenses. Foram mais de 7 mil currículos enviados e, assim que for liberado o resultado, os aprovados serão convocados para tomar posse imediata.

E quanto aos profissionais veteranos, o que foi feito para valorizá-los e mantê-los engajados?

Nesse ano, tivemos a aprovação de uma série de medidas de cunho funcional e financeiro para valorizar os profissionais da Educação Municipal, que chamamos de programa Valoriza Educação. Com ele, se destaca a viabilização de 3% de reajuste para todos os servidores municipais, incluindo os veteranos, além da nomeação de mais servidores para e a aprovação dos biênios atrasados de 2015 para todos os profissionais. Já pagamos, retroativamente, os biênios atrasados de quase todos os servidores e estamos aguardando a correção dos dados de mais alguns para completar os pagamentos.

Outra ação implementada — através do Valoriza — foi o pagamento da quantia de R$ 1.250, correspondente ao retroativo por acesso e despesa com internet para todos os profissionais da educação da rede. A lei prevê, também, o pagamento de R$ 125 do mês de novembro de 2021 ao mês de outubro de 2022, para cobrir despesas com internet para os profissionais de todos os níveis.

Temos uma série de obras em equipamentos educacionais em andamento. O que isso significa para a rede e os estudantes?

Em construção, são quatro equipamentos, e todos trazem grande esperança para a comunidade. Além disso, foram inauguradas outras três unidades educacionais muito bem estruturadas; e, por fim, outros quatro prédios foram alugados para realocar unidades que estavam com estruturas danificadas e em péssimas condições de funcionamento. Agora, essas unidades poderão abrigar atividades letivas de forma efetiva para retornar às aulas com segurança, dignidade e comodidade aos nossos estudantes.

Além disso, diversos equipamentos educacionais passam ou passaram por reformas estruturais para melhorar e/ou ampliar os espaços educacionais.

Nem todos os estudantes moram próximo de suas escolas. Como garantir que esses alunos tenham um caminho seguro até as unidades?

Temos 76 ônibus rodando, além de 28 vans. Esse ano, firmamos um contrato para implementar uma nova frota que atende toda a cobertura da rede e transporta 14 mil estudantes por dia, sempre com um motorista e um monitor devidamente treinados e habilitados. Estamos, agora, cumprindo o que dizem as normativas dos órgãos de controle, tranquilizando as famílias que tinham muita dificuldade de deslocamento, sobretudo, para aqueles estudantes que residem longe das escolas.

Parte da solução é identificar o problema e diagnosticar uma estrutura tão grande quanto a rede municipal não deve ser fácil. O que a gestão fez para ler as dificuldades da Educação de Maceió?

Ainda na transição, recebemos um pedido do prefeito JHC que foi prontamente executado pelos pesquisadores, técnicos e estagiários do nosso Observatório nos meses de fevereiro a maio. Ele resultou no Painel dos Indicadores Educacionais de Maceió, um trabalho dividido em três grandes volumes, com 45 indicadores aplicados às 93 escolas de Ensino Fundamental e 50 Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs).

Este material está disponível digitalmente e com exemplares distribuídos para diversas instituições e órgãos dos poderes. Se tornou um caso de sucesso, recomendado em todo o Brasil, e que orienta todas as tomadas de decisão e estratégias realizadas no âmbito da Educação.
 

Um problema identificado no Painel foi a dificuldade de alfabetização enfrentada pelos jovens da capital, além de atrasos no aprendizado de Língua Portuguesa.

Em atenção a isso, criamos o Alfabetiza Maceió, um programa tem sido um marco na obtenção de melhorias no âmbito da alfabetização do Município de Maceió. A ação tem parceria com a Fundação Lemann, que trouxe as melhores práticas no processo de alfabetização dos estudantes que estão nos primeiros anos do Ensino Fundamental; além de consultoria e acompanhamento permanente da Fundação Lemann, do Instituto Educar e do Instituto Viver Melhor.

As ações envolvem a formação dos nossos profissionais e, em breve, seu impacto poderá ser notado nas melhorias da alfabetização dos alunos da rede. Um conjunto de ações estão sendo realizadas para monitorar este processo de formação continuada, como testes de fluência e de escrita.

Também foi identificada uma dificuldade no aprendizado de Matemática. O que foi feito para enfrentar isso?

Realizamos esse ano a primeira Olimpíada de Matemática do município. Se inscreveram cerca de 10 mil estudantes da nossa rede, uma resposta muito satisfatória. A ação tem um cunho pedagógico e didático e procura estimular o ensino da Matemática, ajudando a diminuir a percepção imaginária de que a disciplina é difícil e indecifrável. Queremos mostrar que a Matemática é leve, divertida, útil e que é um prazer estudá-la.

Aprender de barriga vazia é difícil e, com a pandemia, muitas famílias foram lançadas à vulnerabilidade e informalidade. Como amenizar essa situação?

Somente este ano, entregamos mais de 808 toneladas de alimentos para as famílias da nossa rede. As entregas incluíam mantimentos secos e também kits compostos por alimentos da nossa agricultura familiar, fortalecendo o nosso setor produtivo e garantindo uma alimentação mais saudável e livre de agrotóxicos.

Também foi uma ordem do prefeito JHC o fornecimento do café da manhã para todas as escolas de Ensino Fundamental. Há dois meses, apenas os estudantes da Educação Infantil tinham a refeição. Muitas vezes, em razão da família não dispor de condição socioeconômica, esses alunos chegavam nas escolas sem ter feito o café da manhã e agora têm uma alimentação saudável e balanceada.

O que mudou nesse ano de gestão JHC em comparação aos últimos oito anos?

Primeiramente, temos as matrículas, que vinham caindo sucessivamente e aumentaram em quase 5 mil novos alunos. Depois, temos as contratações dos profissionais da Educação: nós chamamos, contando com o PSS, 798 novos servidores. Enquanto nos oito anos da gestão anterior, foram 790.

Em apenas 12 meses, teremoz dez novos prédios para os maceioenses, quando foram 24 nos oito anos da última gestão. É apenas o começo, e os maceioenses podem esperar muito mais nos próximos anos.
















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