03/03/2021 às 12h44min - Atualizada em 03/03/2021 às 12h44min

Setor produtivo rejeita lockdown e cobra do governo e prefeitura medidas alternativas

Comerciantes alertam para colapso econômico com um novo 'fechamento de tudo'

Clariza Santos e Hebert Borges
Gazeta Web
Reunião entre setor produtivo de Maceió
O setor produtivo, durante reunião na Associação Comercial de Maceió, na manhã desta quarta-feira (03), apresentou propostas alternativas para tentar amenizar os danos causados pela pandemia da Covid-19. Na oportunidade, o empresariado cobrou do poder público alternativas que substituam o chamado "lockdown".


O que foi discutido no encontro como formas viáveis abrange mudanças nos horários de funcionamento do comércio e de estabelecimentos comerciais, além da ampliação do horário de vacinação. O documento será apresentado ao Governo de Alagoas, até esta quinta-feira (04).

Em caso de aceitação pelo governo e prefeitura, o Centro funcionará das 9h às 17h; lojas de rua (todos os segmentos, inclusive galerias), das 10h às 19h; shoppings, das 11h às 21h; feiras livres, das 5h às 11h; e bares e restaurantes fechando à 0h. Além disso, eles propõem a redução de eventos para 150 pessoas até 0h, além de o Executivo ampliar a vacinação para 24 horas.

O setor produtivo cobra, também, a ampliação de linhas de ônibus e passageiros somente sentados, além de fiscalização maior, principalmente em feiras, e a ampliação das 08h às 17h de bancos e loterias.

De acordo com o presidente Kennedy Calheiros, a ideia é de que os novos horários e normas aconteçam a partir do próximo dia 08, seguindo até o dia 21 de março.

"Preocupa o setor e, pessoalmente, queremos contribuir para a atividade econômica sofrer o mínimo possível, com a possibilidade de toque de recolher. É preciso acelerar, comprar vacina e, também, precisa que a população contribua", disse o presidente.

Ainda segundo ele, as medidas propostas em reunião visam afastar a possibilidade de lockdown na cidade, o que seria uma grande perda para o setor econômico do estado. "Não é com medida goela a baixo que funciona", disse Kennedy ao comentar a possibilidade de um decreto que determine o "fechamento total".

O novo decreto estadual deve ser liberado nos próximos dias.

 


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