Amanhã: Tribunal do Júri decide caso que chocou Batalha e Alagoas
Acusados por crime de grande repercussão em Batalha enfrentam Tribunal do Júri
Batalha revive caso histórico com julgamento dos acusados pelas mortes de Júnior Cintra e PM Matos
Após quase duas décadas de espera, será realizado nesta segunda-feira, 27 de abril de 2026, às 7h30, na 8ª Vara Criminal da Capital / Tribunal do Júri, em Maceió, o julgamento de um dos casos criminais mais emblemáticos da história recente de Batalha, no Sertão de Alagoas.
O processo nº 0500006-11.2008.8.02.0204 trata do duplo homicídio que vitimou Samuel Theomar Bezerra Cavalcante Júnior, conhecido como Júnior Cintra, e Edivaldo Joaquim de Matos, além da tentativa de homicídio contra Theobaldo Cavalcante Lins Neto. A sessão foi oficialmente designada pelo juiz José Eduardo Nobre Carlos, conforme decisão judicial constante nos autos .
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Alagoas, os fatos ocorreram na noite de 27 de maio de 2006, na Praça Matriz de Batalha. Segundo o relatório processual, os disparos foram efetuados quando as vítimas estavam em uma caminhonete S-10, após uma discussão ocorrida momentos antes, apontada nos autos como motivada por questões políticas .
Entre os denunciados estão Emanuel Messias de Melo Araújo, conhecido como “Manuel Boiadeiro”, José Anselmo Cavalcanti de Melo, José Márcio Cavalcanti de Melo, Thiago Ferreira dos Santos e José Marcos Silvino dos Santos, este último já falecido, com extinção da punibilidade reconhecida pela Justiça .
O processo passou por diversas fases ao longo dos anos, incluindo pronúncia dos réus, recursos em instâncias superiores, desaforamento para Maceió e até anulação de uma sessão anterior do Tribunal do Júri em razão da participação de jurada impedida, conforme registrado no processo .
A expectativa em torno do julgamento é grande, especialmente em Batalha, onde o caso permanece vivo na memória da população e das famílias das vítimas. O episódio é frequentemente lembrado como símbolo de um período de forte tensão política e de profunda comoção social.
O Tribunal do Júri desta segunda-feira representa não apenas mais uma etapa judicial, mas a esperança de uma resposta definitiva da Justiça para um caso que marcou gerações e deixou cicatrizes profundas na história política e social da região.
Depois de quase 20 anos, a sociedade volta os olhos para o plenário do júri com uma pergunta que atravessou o tempo: finalmente haverá justiça?