18/10/2019 às 10h46min - Atualizada em 18/10/2019 às 10h46min

Submersos na paixão



Nada é tão destrutivo para o ser humano do que suas próprias paixões. Quando estamos tomados por paixão somos mais perigosos e destrutivos do que bombas nucleares, cânceres agressivos ou bactérias imunes a qualquer antibiótico.

Nesse sentido, vamos rememorar o imperador romano Nero Cláudio César Augusto Germânico, conhecido e lembrado nos livros de história como imperador louco. Mas nem sempre foi assim! No início de sua gestão todos o enalteciam em virtude de um trabalho virtuoso. Isso porque a economia era pujante e as revoltas que causavam caos social eram rapidamente debeladas.

Pois bem, ocorre que o mesmo homem que fez tanto por Roma, anos depois iria atear fogo na cidade e jogar a responsabilidade para os cristãos. Ele que tanto fizera foi quem tanto desfez. Não bastasse isso, ele matou a própria mãe, o irmão e uma infinidade de pessoas pelos motivos mais banais e abjetos possíveis.

Mas não foi pelo uso da violência indiscriminada que Nero foi expelido pelo sistema político vigente na época. Mas sim porque foi arrebatado pelas paixões que o cegaram. Antes um hábil diplomata e sagaz político; depois um homem imerso em vergonha e rejeição multilateral.

Tamanha foi a desonra que Nero foi convidado a tirar a própria vida, e diante de suas paixões acabou aceitando o convite sob o pretexto de que isso seria melhor para Roma. Guardada as devidas proporções, foi também assim com Getúlio Vargas quando estourou o escândalo de Gregório Fortunato.

Diante do presente resgate histórico, eu pergunto ao leitor: existe algum líder no cenário nacional submerso em paixões? Eu não sei dizer. Mas é certo que só a história tem autoridade para julgar. Todo o resto é mera conjectura.



 
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